Distrito da Matinha, em Feira de Santana, vira cenário do filme ‘Levante’
Por Hamurabi Dias | 05/12/2025 17:45 e atualizado em 05/12/2025
Foto: Divulgação
Resumo da notícia
- O Distrito da Matinha, em Feira de Santana, está sendo cenário do filme “Levante”, do diretor David Aynan, que aborda resistência e ancestralidade quilombola.
- Moradores participam da produção como figurantes, consultores culturais e equipe técnica, movimentando a economia local e valorizando a cultura negra.
- A história se passa no fictício Quilombo Kunwana, inspirado em lutas contemporâneas contra empresas e grileiros; as gravações vão até dezembro e o filme deve ser finalizado em 2026.
O distrito da Matinha, em Feira de Santana, tornou-se cenário de uma das produções cinematográficas mais aguardadas da Bahia. As gravações do longa-metragem “Levante”, novo filme do conceituado diretor David Aynan, que transforma o cotidiano do território quilombola em palco de uma narrativa de resistência, e ancestralidade.
Filmado em um quilombo, o longa envolve diretamente moradores da região, que participam como figurantes, apoio técnico e consultores culturais, fortalecendo o compromisso da produção com o território e com a representatividade negra no audiovisual. A filmagem movimenta a economia local, gerando oportunidades de trabalho, contratação de fornecedores do distrito e ativação cultural da comunidade.
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Foto: Divulgação
No centro da história do “Levante” está o Quilombo Kunwana, espaço fictício inspirado nas lutas dos quilombos contemporâneos, que resiste ao avanço de empresas de economia verde e grileiros. A trama acompanha a família Salacó, tradicional liderança quilombola, enquanto enfrenta conflitos internos e externos.
Além de destacar a beleza natural e a potência cultural da Matinha, o filme também coloca em evidência a força das comunidades quilombolas da Bahia. A direção de arte, figurino e fotografia foram pensados para dialogar com elementos da cultura afro-brasileira.
Com produção da Palenque Filmes, em parceria com as produtoras Studio L (SP) e Ponta de Anzol Filmes (MG), o projeto já foi premiado em diversos editais, incluindo o edital Aldir Blanc da Bahia, e conta com consultores de renome nacional e internacional.

Foto: Divulgação
A escolha do Distrito da Matinha como cenário reforça a centralidade da comunidade no processo criativo e político do filme. “Este é um território vivo, que inspira e acolhe. Filmamos com respeito, ouvindo e aprendendo com quem constrói essa história todos os dias”, afirma o diretor David Aynan.
As gravações seguem até dezembro e o filme tem previsão de finalização em 2026.
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