Eleições 2026 em Feira de Santana: maioria do eleitorado feirense se declara da cor parda
Por João Guilherme Dias | 23/07/2026 18:11 e atualizado em 23/07/2026
Foto: TRE Bahia
Resumo da notícia
- Dos 434.575 eleitores aptos em Feira de Santana, 85% ainda não possuem informação de raça registrada no cadastro da Justiça Eleitoral.
- Entre os mais de 62 mil eleitores que informaram a raça, 55% se declararam pardos, 29% pretos, 14% brancos, além de 369 amarelos e 68 indígenas.
- O TSE informa que a declaração de raça e pertencimento a comunidades quilombolas é autodeclaratória e passou a ser coletada em 2022, sendo atualizada à medida que o eleitor realiza serviços na Justiça Eleitoral.
Continuando à série especial do Grupo Lomes de Comunicação sobre o perfil do eleitorado de Feira de Santana, os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram como está o preenchimento das informações de raça e pertencimento a comunidades tradicionais no cadastro eleitoral.
O primeiro dado que chama a atenção é que a grande maioria dos eleitores ainda não informou a raça à justiça eleitoral.
Dos 434.575 eleitores aptos a votar em Feira de Santana, 85% não possuem essa informação registrada no cadastro.
Entre os mais de 62 mil eleitores que informaram a raça, a maioria se declara parda. São 34.406 pessoas, o equivalente a 55% desse universo.
Na sequência aparecem os eleitores que se declaram pretos, com 18.465 registros, representando 29%. Outros 9.187 eleitores, ou 14%, se declararam brancos.
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Os dados mostram ainda 369 eleitores que se declaram amarelos e 68 que se identificam como indígenas.
O levantamento também traz informações sobre o pertencimento a comunidades quilombolas. Em Feira de Santana, apenas 311 eleitores declararam fazer parte dessas comunidades.
É importante destacar que essas informações são autodeclaratórias e passaram a ser coletadas pela justiça eleitoral apenas a partir de novembro de 2022.
Por isso, o tribunal superior eleitoral ressalta que a atualização desses dados acontece de forma gradual, à medida que os eleitores realizam algum procedimento junto à Justiça Eleitoral, como revisão cadastral ou transferência do título.
Ou seja, a ausência dessas informações no cadastro não significa que o eleitor optou por não declará-las, mas, em muitos casos, que ainda não houve uma oportunidade de atualização do registro.
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