“Enquanto eu for presidente, não tem privatização”, diz Lula sobre Correios
Política

“Enquanto eu for presidente, não tem privatização”, diz Lula sobre Correios

“Enquanto eu for presidente, não tem privatização”, diz Lula sobre Correios Foto: Ricardo Stuckert/Secom/PR

Resumo da notícia

  • Lula reafirmou que não haverá privatização dos Correios em seu governo, mas admitiu a possibilidade de parcerias com empresas privadas como parte de uma reestruturação.
  • A estatal enfrenta forte crise financeira, com prejuízos crescentes: de R$ 633 milhões em 2023 para R$ 2,6 bilhões em 2024, podendo chegar a R$ 10 bilhões em 2025.
  • O governo discute um plano de socorro que pode incluir aporte direto ou empréstimo de até R$ 12 bilhões, em análise pelo Ministério da Fazenda.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quinta-feira (18), que não haverá privatização dos Correios enquanto for presidente. Segundo ele, está sendo discutida uma reestruturação da empresa, que enfrenta dificuldades financeiras.

Durante encontro com jornalistas nesta manhã, Lula diz que “o que pode haver é construção de parcerias com empresas, mas privatização não vai ter”. Além de lamentar a crise, o presidente afirma que luta contra a privatização da estatal desde 1985, “quando o Sarney era presidente e o ACM era ministro das Comunicações”.

Após falar sobre algumas mudanças feitas para a reestruturação da empresa, o presidente contou que tomará as medidas necessárias para lidar com a crise: “Nós vamos tomar as medidas que tiver que tomar, mudar todos os cargos que tiver que mudar”, afirmou. 

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O prejuízo da estatal em 2023 foi de R$ 633 milhões, passou para R$ 2,6 bilhões em 2024. No acumulado de janeiro a setembro, os Correios registraram déficit de R$ 6 bilhões em 2025 e pode fechar com resultado negativo de R$ 10 bilhões.

Nas últimas semanas, o governo passou a discutir um plano de socorro aos Correios, que poderia envolver um aporte (transferência direta de recursos) para a estatal ou empréstimo de bancos com garantia do Tesouro (seguro caso Correios não paguem a dívida).

O ministro Fernando Haddad (PT), da Fazenda, afirmou nesta terça-feira (16) que a proposta de empréstimo aos Correios já está sob análise da equipe econômica e pode chegar a R$ 12 bilhões. Segundo ele, o ministério deve concluir a avaliação do plano de reestruturação da estatal até sexta-feira (19).

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