Flávio Bolsonaro confirma pedido de dinheiro a Daniel Vorcaro, mas nega irregularidades
Por Hamurabi Dias | 13/05/2026 19:09 e atualizado em 13/05/2026
Foto: Reprodução de vídeo
Resumo da notícia
- O senador Flávio Bolsonaro confirmou que pediu apoio financeiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para a produção de um filme sobre Jair Bolsonaro.
- Flávio afirmou que o financiamento era privado, sem uso de dinheiro público ou Lei Rouanet, e negou qualquer irregularidade ou vantagem indevida.
- Em nota, o senador também defendeu a criação de uma CPI para investigar o caso envolvendo o Banco Master.
Flávio Bolsonaro (PL-RJ), senador e pré-candidato a presidente da República, confirmou nesta quarta-feira (13) ter pedido dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar o filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, mas negou irregularidades. Ele afirmou ainda não ter “relações espúrias” com Vorcaro.
Mais cedo, o senador havia divulgado nota no mesmo sentido, em que também defendeu a realização de uma CPI do Banco Master (leia abaixo).
Vorcaro está preso em São Paulo, acusado de chefiar um esquema bilionário de fraudes financeiras, envolvendo operações irregulares e negócios com o BRB (Banco de Brasília), que podem chegar a R$ 12 bilhões, segundo a PF.
Segundo o portal Intercept, Vorcaro chegou a pagar cerca de R$ 61 milhões para financiar o filme “Dark Horse”, uma biografia sobre o ex-presidente, e as negociações envolveram contatos diretos com Flávio.
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O site também tornou público áudio de setembro de 2025 em que o senador cobrava por pagamentos atrasados para a produção do filme.
Mais cedo, o senador havia divulgado nota no mesmo sentido, em que também defendeu a realização de uma CPI do Banco Master.
Veja abaixo a íntegra da nota:
Mais do que nunca é fundamental a instalação da CPI do Banco Master. É preciso separar os inocentes, dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio PRIVADO para um filme PRIVADO sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet. Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado, e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro. O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme. Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem. Isso é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro. Por isso, reitero, CPI do MASTER JÁ.
Com informações do g1.
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