Governo federal muda slogan; confira o que muda e o por quê
Política

Governo federal muda slogan; confira o que muda e o por quê

Governo federal muda slogan; confira o que muda e o por quê Foto: Ricardo Stuckert/PR

Resumo da notícia

  • O governo Lula adotará a frase “Do lado do povo brasileiro” para substituir “União e Reconstrução”. A mudança sinaliza uma nova fase, focada em soberania, justiça social e cuidado com as pessoas.
  • Lula criticou a política tarifária dos EUA e reforçou que o Brasil não aceitará “desaforo, ofensas e petulância”. Orientou ministros a destacarem a soberania do país em seus discursos, mantendo abertura ao diálogo comercial.
  • Lula acusou o deputado de atuar contra o Brasil junto ao governo norte-americano e classificou o ato como “uma das maiores traições à pátria”. Defendeu que o Congresso Nacional discuta a cassação do mandato do parlamentar.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva adotará um novo slogan para apresentar as ações e fortalecer a comunicação. A partir da semana que vem, as peças publicitárias trarão a frase “Do lado do povo brasileiro” no lugar de “União e Reconstrução”, slogan adotado no início do governo.

A nova marca foi apresentada na reunião ministerial comandada pelo presidente Lula na manhã desta terça-feira (26). Durante a reunião, Lula e os membros do governo usaram um boné com os dizeres “O Brasil é dos brasileiros”. 

Dentro do governo, há um entendimento de que a etapa de “união e reconstrução” do país já foi cumprida e o novo slogan sinaliza as ações para reta final do mandato, focadas em defender a soberania, buscar justiça social e “cuidar das pessoas”.

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Críticas a Trump e defesa da soberania

Nesta manhã, ao comandar a reunião de ministros, o presidente reafirmou a defesa da soberania nacional e criticou a política do governo dos Estados Unidos de elevar as tarifas contra parceiros comerciais. De acordo com Lula, o Brasil não aceitará “desaforo, ofensas e petulância de ninguém”. Lula orientou seus ministros a defenderem a soberania do país em seus discursos públicos. Ainda assim, disse que o governo brasileiro segue à disposição para negociar as questões comerciais.

“Se a gente gostasse de imperador, o Brasil ainda seria monarquia. A gente não quer mais. A gente quer esse país democrático e soberano, republicano”, acrescentou. 

O presidente ainda criticou a atuação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) junto ao governo norte-americano e defendeu que o Congresso Nacional comece a discutir a cassação do parlamentar, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. 

Eduardo foi morar nos Estados Unidos em março, sob a alegação de perseguição política. Desde então, tem atuado junto às autoridades norte-americanas para a aplicação de sanções ao Brasil. Para Lula, o comportamento do deputado é, “possivelmente, uma das maiores traições que uma pátria sofre de filhos seus”.

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