Lula e António Guterres lideram diálogo sobre fundo global para preservação de florestas tropicais na ONU
Por Yasmin Mota | 23/09/2025 11:08 e atualizado em 23/09/2025
Foto: Divulgação/gadebate.un.org
Resumo da notícia
- O presidente Lula e o secretário-geral da ONU, António Guterres, conduziram diálogo sobre o TFFF, fundo idealizado pelo Brasil para remunerar países pela preservação das florestas tropicais, com aporte inicial de US$ 25 bilhões até a COP30.
- A proposta busca combinar recursos públicos e privados com lógica de mercado — a cada dólar de nações investidoras, espera-se mobilizar quatro do setor privado. O fundo prevê repasse de US$ 4 bilhões por hectare preservado.
- Cinco países tropicais já aderiram, e cinco potenciais financiadores manifestaram apoio. Pelo menos 20% dos recursos devem beneficiar povos indígenas e comunidades tradicionais, com monitoramento via satélite.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, conduzem nesta terça-feira (23) um diálogo em Nova York sobre o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês). A iniciativa integra a programação da 80ª Assembleia Geral da ONU, dedicada à ação climática.
O TFFF, idealizado pelo governo brasileiro, tem como objetivo remunerar países pela preservação das florestas tropicais. O plano prevê levantar um aporte inicial de US$ 25 bilhões de nações investidoras até a COP30, marcada para novembro de 2025, em Belém (PA). A expectativa é que o valor mobilize outros US$ 100 bilhões do setor privado ao longo dos próximos anos.
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Segundo a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, a proposta é inovadora porque se baseia em uma lógica de mercado. “Para cada dólar aportado pelos países, espera-se mobilizar cerca de quatro dólares do setor privado, criando um fundo fiduciário permanente. É uma nova forma de financiar a conservação, com responsabilidade compartilhada e visão de futuro”, afirmou.
Na prática, o mecanismo deve repassar US$ 4 bilhões por hectare preservado, beneficiando até 74 países que comprovem a conservação de florestas tropicais por meio de monitoramento via satélite. Pelo menos 20% dos recursos deverão ser destinados a povos indígenas e comunidades tradicionais.
O fundo já conta com a adesão de cinco países com florestas tropicais, Colômbia, Gana, República Democrática do Congo, Indonésia e Malásia, e o apoio de cinco potenciais investidores: Alemanha, Emirados Árabes Unidos, França, Noruega e Reino Unido.
O diálogo desta terça-feira integra o Evento Especial de Alto Nível sobre Ação Climática, que ocorre paralelamente à Assembleia Geral da ONU. Os resultados das discussões serão apresentados na quarta-feira (24), em um relatório com orientações para a COP30.
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