Média de estudo na Bahia fica em 8,9 anos e mais da metade dos adultos não concluíram Ensino Médio
Por Hamurabi Dias | 14/07/2026 17:58 e atualizado em 14/07/2026
Foto: Divulgação/Colégio Pueri Domus
Resumo da notícia
- Em 2025, a população baiana com 25 anos ou mais registrou média de 8,9 anos de escolaridade, equivalente a quase o Ensino Fundamental completo, mantendo uma das menores médias do país.
- Cerca de 51,8% dos baianos com 25 anos ou mais ainda não finalizaram o Ensino Fundamental ou Médio, percentual superior à média nacional de 42,7%.
- Apenas 13,1% dos adultos baianos possuem diploma de Ensino Superior, o segundo menor índice entre os estados brasileiros. O acesso é maior entre mulheres (15,8%) e entre pessoas brancas (22,3%), evidenciando desigualdades educacionais no estado.
Em 2025, a média de anos de estudo das pessoas de 25 anos ou mais de idade ficou em 8,9 anos na Bahia. Chegou perto de representar o Ensino Fundamental completo, que seriam 9 anos de estudo, mas ainda era a sexta média mais baixa entre os 27 estados e praticamente não se alterou em relação a 2024, quando era 8,8 anos, resultados sobre educação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) de 2025, divulgada pelo IBGE.
No Brasil como um todo, a média de anos de estudo das pessoas de 25 anos ou mais de idade também mudou muito pouco entre 2024 e 2025, de 10,1 para 10,2 anos. Era maior no Distrito Federal (12,2, única unidade da Federação a apresentar o equivalente ao Ensino Médio concluído), Rio de Janeiro (11,4) e em São Paulo (11,2) e menor na Paraíba (8,6), Alagoas (8,6) e Piauí (8,7).
Na Bahia, as mulheres seguiam com 1 ano a mais de estudo, em média, do que os homens (9,4 frente a 8,4). As pessoas brancas, com 9,5 anos de estudo em média, também mantinham vantagem em relação às pretas ou pardas (8,8 anos de estudo).
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Outro indicador educacional que pouco se alterou entre 2024 e 2025, na Bahia, foi a proporção de adultos que não tinham concluído o Ensino Básico (que engloba os níveis Fundamental e Médio). Essa era a situação de pouco mais da metade da população de 25 anos ou mais de idade no estado: 51,8% dessas pessoas (5,058 milhões em números absolutos) não haviam completado o ensino obrigatório por lei.
Embora tenha se reduzido um pouco frente a 2024 (quando era de 52,1%), o percentual continuou o sétimo mais elevado entre as 27 unidades da Federação e estava acima do registrado no Brasil como um todo (42,7%). Paraíba (56,2%), Piauí (55,5%) e Alagoas (54,9%) tinham as maiores proporções de pessoas de 25 anos ou mais de idade que não haviam concluído o Ensino Básico. Distrito Federal (24,8%), Roraima (32,8%) e Rio de Janeiro (32,8%), as menores.
A Bahia também mantinha, em 2025, uma das mais baixas proporções de adultos com Ensino Superior completo, no país. Só 13,1% das pessoas de 25 anos ou mais no estado tinham esse nível de instrução mais alto (1,277 milhão em números absolutos). Esse indicador teve discreta variação para baixo frente a 2024, quando havia ficado em 13,2%, e permaneceu o segundo menor entre os estados, só um pouco acima do registrado no Maranhão (12,9%).
No Brasil como um todo, 21,4% das pessoas de 25 anos ou mais de idade tinham Ensino Superior completo, percentagem que chegava a 41,3% no Distrito Federal, 27,3% no Rio de Janeiro e 27,0% em São Paulo. Frente a 2024, a proporção de adultos com Ensino Superior cresceu no país como um todo e em 24 dos 27 estados. A Bahia foi um dos três únicos onde isso não ocorreu, ao lado de Rondônia e Paraíba.
Em 2025, na Bahia, A proporção de adultos com Ensino Superior seguiu maior entre as mulheres (15,8%) do que entre os homens (10%). Além disso, era mais do que o dobro entre as pessoas brancas (22,3%) do que entre as pretas ou pardas (11%), numa desigualdade que cresceu frente a 2024, quando as proporções eram 20,3% e 11,6% respectivamente.
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