Médico baiano alvo da Polícia Federal rebate acusações e diz ser vítima de uma “atrocidade”
Por Hamurabi Dias | 28/11/2025 16:17 e atualizado em 28/11/2025
Foto: Reprodução de vídeo
Resumo da notícia
- Gabriel Almeida, médico baiano alvo da Operação Slim da PF, afirmou nas redes sociais que é inocente e vítima de uma “atrocidade”. Ele responsabiliza uma “empresa trilionária” pela denúncia, por supostamente se incomodar com seu ensino sobre prescrição de tirzepatida manipulada.
- Gabriel diz ter provas de que a manipulação da tirzepatida é permitida pela legislação brasileira, citando uma nota técnica da Anvisa e a Lei nº 9.279/1996. Segundo ele, a lei autoriza a manipulação do medicamento com prescrição médica individualizada.
- O médico negou envolvimento com falsificação do Mounjaro e disse que não trabalha com canetas emagrecedoras. Afirmou também não ter relação com farmácias de manipulação, alegando que apenas prescreve conforme a necessidade do paciente.
O médico baiano Gabriel Almeida usou as redes sociais nesta sexta-feira, 28, para rebater as acusações, após ter sido alvo da Operação Slim, deflagrada pela Polícia Federal para apurar um suposto esquema de fabricação clandestina do Mounjaro, medicamento usado para emagrecimento.
Em vídeos publicados nos stories do Instagram, onde tem mais de 750 mil seguidores, Gabriel afirmou ter provas de que a manipulação de Tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro, é permitida pela legislação brasileira e acusa uma empresa pela denúncia.
Nos vídeos, o médico afirma ser vítima de uma “atrocidade” e responsabiliza uma “empresa trilionária” pela denúncia que motivou a operação da PF. Sem citar nomes, ele diz que a companhia teria se incomodado com o fato de ele ensinar outros profissionais a prescrever tirzepatida manipulada, supostamente por um valor mais baixo do que o praticado no mercado.
“Essa empresa é trilionária. Mas eu não vou só dar opinião, eu vou trazer provas”, declarou. Gabriel afirma possuir documentos que comprovariam a legalidade da manipulação da tirzepatida. Ele cita uma nota técnica da Anvisa e a Lei nº 9.279/1996, que trata de direitos relacionados à propriedade industrial.
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Segundo o médico, o artigo 43 da legislação é claro ao permitir a preparação de medicamentos manipulados quando há prescrição médica individualizada. “Está na lei brasileira que pode, sim. Produto sintético, tirzepatida, pode ser manipulado. Ponto final”, reforçou.
O médico também rebateu diretamente as manchetes divulgadas após a Operação Slim. Em um dos trechos, ele critica reportagens que o associaram à falsificação do Mounjaro e à venda de canetas emagrecedoras. “Na minha clínica não existe caneta emagrecedora. O que existe é a tizerpartida manipulada de acordo com a necessidade do paciente, o que segue as recomendações da própria vigilância sanitária e da própria lei brasileira”, afirmou.
Ele nega ainda qualquer relação com farmácias de manipulação, ponto central da investigação da PF, e diz que nunca teve, tem ou terá vínculo com estabelecimentos do tipo.
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