Museu Casa do Sertão, em Feira de Santana, completa 47 anos
Cultura

Museu Casa do Sertão, em Feira de Santana, completa 47 anos

Museu Casa do Sertão, em Feira de Santana, completa 47 anos Foto: ASCOM/UEFS

Resumo da notícia

  • Fundado em 30 de junho de 1978, o museu da UEFS é um importante espaço de preservação da cultura popular sertaneja e comemora seus 47 anos com atividades voltadas à comunidade universitária, reafirmando seu papel educativo e cultural.
  • Criado por iniciativa da sociedade feirense nos anos 1970, com apoio de figuras como Raimundo Gama e Franklin Maxado, o museu surgiu para preservar a identidade sertaneja diante das transformações urbanas de Feira de Santana.
  • O museu mantém um acervo significativo e realiza ações educativas voltadas à valorização da memória e da cultura regional. Hoje, se posiciona como espaço de resistência, inclusão e diálogo intergeracional sobre o Sertão.

O Museu Casa do Sertão, equipamento cultural da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), celebra 47 anos de existência. Inaugurado em 30 de junho de 1978 com o propósito de preservar a memória da cultura popular sertaneja, o espaço segue vivo como um dos principais pontos de referência identitária do território baiano. Nesta data especial, o museu realiza atividades voltadas para a comunidade dos trabalhadores terceirizados da universidade, reafirmando seu papel como espaço de convivência, diálogo e fruição da memória.

“O Museu segue com o compromisso de articular memória, cultura e educação. É uma casa que preserva e recria o Sertão, especialmente para as novas gerações”, afirma o atual diretor do espaço, Cristiano Cardoso. Segundo ele, além de manter um acervo representativo da cultura sertaneja — como objetos do cotidiano, artefatos de couro, livros de cordel, obras de arte popular e arquivos bibliográficos —, o museu busca fomentar experiências de apropriação e ressignificação cultural.

Um sonho coletivo nascido nos anos 1970

A criação do Museu foi fruto da mobilização da sociedade feirense nos anos 1970, com protagonismo do Lions Clube de Feira de Santana, e contou com a atuação de nomes importantes como o professor Raimundo Gama, que também foi diretor do jornal Feira Hoje, e o jornalista Helder Alencar, editor do periódico e posteriormente procurador jurídico da UEFS, e do professor, jornalista e cordelista Franklin Maxado.

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No dia 30 de junho de 1978 foi realizada a solenidade de inauguração, marcada pela presença de autoridades municipais, estaduais e representantes de entidades educacionais e culturais. O então reitor da UEFS, Geraldo Leite, emocionado, descreveu a Casa do Sertão como “um presente magnífico que aprimora os conhecimentos sobre a própria região”. Também estiveram presentes o prefeito Colbert Martins da Silva, o representante do Conselho Estadual de Educação, Hélio Simões, entre outras figuras públicas.

A programação inaugural incluiu uma exposição de fotografias sobre o sertão, reunindo trabalhos de Antonio Carlos Carvalho, Antonio Magalhães, Elydio Azevedo, Egberto Costa, Luciano Passos e Rosa Maria, e o lançamento do livro ‘Eurico Alves, Poeta Baiano’, do artista plástico feirense Juraci Dórea. O conselheiro de cultura Hélio Simões declarou, na ocasião, que o museu era a “concretização do sonho de Eurico”.

Preservar para não esquecer

A historiadora Cristiana Oliveira, que já dirigiu a Casa do Sertão, lembra que o Museu surgiu em um período de profundas transformações urbanas em Feira de Santana. “Nos anos 1970, havia o receio de que a cidade, com a iminente transformação para metrópole, esquecesse suas raízes da feira-livre, vaqueiros e couro. O Museu surgiu com o antídoto da musealização contra o apagamento da identidade sertaneja”, explica.

Essa memória resiste no acervo e nas ações educativas realizadas ao longo dos anos. O espaço recebe visitas de escolas públicas e privadas, promovendo a interpretação crítica dos bens culturais, com foco na valorização do território e da ancestralidade regional.

 A missão continua

Ao completar 47 anos, o Museu Casa do Sertão reafirma sua missão educativa, sociocultural e de pesquisa. Como instrumento de mediação entre a Universidade e a sociedade, o espaço se projeta para os desafios contemporâneos: conectar o passado ao presente, estimular novos olhares sobre a cultura sertaneja e promover inclusão por meio da arte, da memória e do conhecimento.

Nas palavras do diretor Cristiano Cardoso, “o Museu é um lugar-memória vivo, um laboratório para pensar o Sertão como espaço de resistência, criação e diálogo entre gerações”.

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