No G7, Lula diz que combate ao crime deve respeitar soberania dos países
Política

No G7, Lula diz que combate ao crime deve respeitar soberania dos países

No G7, Lula diz que combate ao crime deve respeitar soberania dos países Foto: Ricardo Stuckert/PR

Resumo da notícia

  • Durante reunião do G7, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que o combate ao narcotráfico e ao crime organizado seja realizado com respeito à soberania dos países.
  • Lula afirmou que o enfrentamento ao crime deve incluir ações contra lavagem de dinheiro e tráfico de armas, além de cooperação internacional por meio da Interpol.
  • O presidente também defendeu maior participação dos países detentores de minerais críticos nas etapas de industrialização e tecnologia, além de acesso mais amplo à inteligência artificial e à inovação digital.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta terça-feira (16), durante reunião do G7, que o enfrentamento ao narcotráfico precisa ser feito de forma abrangente, o que inclui o combate a crimes associados, como lavagem de dinheiro e tráfico de armas.

Esse esforço, segundo Lula, precisa ser feito tendo como premissa o respeito à soberania dos Estados.
Em discurso durante o encontro das sete maiores economias do planeta, evento que ocorre na cidade francesa de Évian, ele afirmou que temas como o combate aos crimes transnacionais precisam ser tratados de forma associada a uma agenda de desenvolvimento.

“O crime organizado aterroriza comunidades e desvia recursos públicos que deveriam ser direcionados para a construção de escolas, hospitais e estradas. Esse esforço deve levar em conta o respeito à soberania dos Estados”, disse.

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“E o enfrentamento ao narcotráfico não pode ser dissociado de outros ilícitos como a lavagem de dinheiro e o tráfico de armas”, acrescentou ao defender o diálogo e a cooperação por meio da Interpol para a localização de ativos e indivíduos vinculados a tais atividades criminosas.

A fala do presidente reitera as preocupações com a soberania nacional, após os Estados Unidos terem classificado o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como narcoterroristas – o que possibilitaria, segundo a legislação dos EUA, uma eventual interferência sobre o Brasil.

Minerais críticos e IA

Lula voltou a defender que países detentores de minerais críticos se beneficiem economicamente de processos associados que vão além da simples extração desse material.

“Devem participar [também] das etapas de maior valor agregado da cadeia, por meio da industrialização, da transferência de tecnologia e da formação de capacidades, conforme suas necessidades nacionais”, disse ao alertar que a revolução digital e a inteligência artificial não podem ampliar desigualdades.

Outro desafio citado pelo presidente é o de estabelecer parcerias que viabilizem o desenvolvimento e o acesso a tecnologias de ponta, como a inteligência artificial, a um número maior de países.

“As transições energética e digital não podem reproduzir padrões históricos que concentram benefícios econômicos em poucos atores”, argumentou.

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