Operação contra tráfico de animais identifica anilhas falsas e apreende 32 aves na Bahia
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Operação contra tráfico de animais identifica anilhas falsas e apreende 32 aves na Bahia

Operação contra tráfico de animais identifica anilhas falsas e apreende 32 aves na Bahia Foto: Divulgação/ASCOM/DPF

Resumo da notícia

  • A Polícia Federal, com apoio do INEMA, deflagrou a operação para investigar a comercialização ilegal de anilhas do SISPASS utilizadas em aves oriundas do tráfico de animais silvestres.
  • Foram apreendidas 32 aves em Salvador, que foram encaminhadas ao CETAS para reabilitação e possível devolução à natureza. A operação identificou também a circulação de anilhas falsificadas, usadas por traficantes para burlar o controle legal.
  • O tráfico de animais silvestres prejudica a fauna brasileira e pode ameaçar espécies de extinção. Os investigados poderão responder por tráfico, maus-tratos, receptação e falsificação de selo ou sinal público, conforme a legislação brasileira.

A Polícia Federal, com o apoio do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (INEMA), deflagrou, nesta segunda-feira (3), a Operação Anilha Fria, com objetivo de cumprir mandado judicial relacionado à investigação sobre a comercialização ilegal de anilhas do SISPASS para uso em aves oriundas do tráfico de animais silvestre.

A ação teve início após a apreensão de anilhas falsificadas, que estavam sendo comercializadas por meio dos Correios para serem utilizadas em passeriformes da fauna silvestre nacional.

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O SISPASS (Sistema de Controle e Monitoramento da Atividade de Criação Amadora de Pássaros) é uma ferramenta do IBAMA e do ICMBio destinada ao registro de criadores, aves e criadouros amadores de espécies da fauna silvestre brasileira. O sistema tem como objetivo controlar e fiscalizar a criação legal de pássaros. Cada ave registrada no SISPASS recebe uma anilha de identificação — um anel metálico ou de alumínio colocado na perna do pássaro ainda filhote.

No total, foram apreendidas 32 aves durante a operação, em Salvador. Os animais foram encaminhados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS), do INEMA, onde passarão por reabilitação para possível devolução à natureza.

O tráfico de animais silvestres causa grandes prejuízos à fauna brasileira, gerando graves desequilíbrios ambientais em ecossistemas protegidos. Em casos extremos, esses crimes podem ameaçar algumas espécies de extinção. A legislação brasileira permite a criação de animais silvestres apenas quando adquiridos de criadouros comerciais devidamente registrados no IBAMA, com Cadastro Técnico Federal (CFT) e autorização no Sistema Nacional de Gestão de Fauna (SisFauna).

A falsificação de anilhas é amplamente usada por traficantes de animais como um mecanismo para inflar ilegalmente seus plantéis, burlando o sistema de controle. Os investigados poderão responder pelos crimes de tráfico e maus-tratos de animais, receptação e falsificação de selo ou sinal público.

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