Policiais penais são condenados à prisão por esquema criminoso no Conjunto Penal de Feira de Santana
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Policiais penais são condenados à prisão por esquema criminoso no Conjunto Penal de Feira de Santana

Policiais penais são condenados à prisão por esquema criminoso no Conjunto Penal de Feira de Santana Foto: Divulgação/Instagram/@cpfs_seap.ba

Resumo da notícia

  • Doze pessoas foram condenadas por participação em um esquema criminoso no Conjunto Penal de Feira de Santana, entre elas dez policiais penais, que também perderam os cargos públicos.
  • Segundo as investigações, o grupo facilitava a entrada de celulares, drogas e outros materiais ilícitos no presídio em troca de vantagens financeiras.
  • Os condenados responderam por crimes como organização criminosa, corrupção, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, sendo que o apontado como líder do esquema recebeu pena superior a 28 anos de prisão.

Doze pessoas denunciadas pelo Ministério Público do Estado da Bahia, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco), por participação em um esquema criminoso responsável pela entrada de materiais ilícitos no Conjunto Penal de Feira de Santana foram condenadas à prisão na última segunda-feira (6).

Entre os condenados estão dez policiais penais, que também tiveram decretada a perda do cargo público. Todos foram alvo da Operação Sísifo, deflagrada pelo Ministério Público em conjunto com a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (SEAP) e a Secretaria da Segurança Pública (SSP), em fases realizadas nos anos de 2023 e 2024.

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Os condenados responderam por crimes de organização criminosa, corrupção passiva, facilitação de entrada de aparelho telefônico e outros objetos ilícitos em estabelecimento prisional, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e corrupção ativa, conforme a participação individual de cada um. Dentre eles, o policial penal apontado como líder do grupo criminoso, foi condenado a mais de 28 anos de prisão. Também foram condenados mais nove policiais penais, além de um agente por lavagem de dinheiro e organização criminosa e outro por corrupção ativa.

Segundo a denúncia do Ministério Público da Bahia, os integrantes do grupo criminoso utilizavam os cargos ocupados na unidade prisional para facilitar a entrada de celulares, drogas e outros materiais ilícitos no presídio mediante recebimento de vantagens indevidas. As investigações apontaram a existência de divisão de tarefas, atuação coordenada e mecanismos voltados à ocultação e dissimulação dos valores obtidos com as atividades criminosas, inclusive por meio de movimentações financeiras incompatíveis com os rendimentos declarados dos envolvidos.

As investigações tiveram início após constatação pelo Ministério Público da “recorrente apreensão de diversos materiais ilícitos com os presos”, especialmente celulares, entorpecentes e armas perfurocortantes, “o que levantou evidências da participação ativa de detentos e de policiais penais” no esquema.

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