Prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro repercute entre políticos feirenses
Política

Prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro repercute entre políticos feirenses

Prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro repercute entre políticos feirenses Foto: Montagem/T Notícias

Resumo da notícia

  • Jair Bolsonaro foi preso preventivamente após tentativa de violar a tornozeleira e convocação de vigília, considerada risco de fuga. A prisão foi mantida pela Primeira Turma do STF por unanimidade.
  • O vereador Ismael Bastos (PL) criticou a decisão, alegando perseguição, falta de direito à defesa e motivação de vingança por parte de Alexandre de Moraes.
  • A ex-deputada Daiane Pimentel afirmou que a justiça está sendo feita e que a direita deve se reorganizar. Já o deputado Zé Neto (PT) defendeu o cumprimento da lei e a preservação da democracia e do Estado de Direito.

O ex-presidente da República, Jair Bolsonaro, foi preso preventivamente no último sábado (22), quando a Polícia Federal cumpriu mandado de prisão preventiva determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, após o senador Flávio Bolsonaro (PL) convocar na última sexta-feira (21), pelas redes sociais uma vigília de orações próxima à casa onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde o dia 4 de agosto.

Na decisão, o ministro Alexandre de Moraes diz que a reunião poderia causar tumulto e até mesmo facilitar “eventual tentativa de fuga do réu”. Foi ainda verificada tentativa de violar a tornozeleira eletrônica. A prisão foi mantida e homologada no último domingo (23) após audiência de custódia e nesta segunda-feira (24), a Primeira Turma do STF manteve por unanimidade a prisão preventiva do ex-presidente.

Em Feira de Santana o tema foi repercutido na classe política. Aliado de Jair Bolsonaro, o vereador Ismael Bastos (PL), criticou o processo contra o ex-presidente. “Bolsonaro foi julgado pelo STF sem ser mais presidente, porque esse processo foi após a sua saída da presidência. Veja que esse processo é um processo que anda na velocidade da luz. Não foi dado a Bolsonaro o direito de se defender na primeira instância, na segunda instância, na terceira instância e até chegar no STF, porque ele teria esse recurso pela lei. Alexandre de Moraes evocou o caso direto para o STF e julgou não apenas Bolsonaro, mas como pessoas comuns que nunca exerceram cargo político e julgou diretamente no STF. Isso por si só já é um dos atos mais gravosos contra a Constituição”, disse o parlamentar.

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O vereador disse que a prisão preventiva de Jair Bolsonaro é uma vingança. “Alexandre de Moraes, na verdade, se vinga, ele não julga, ele se vinga por vários motivos. Entre eles, a sanção contra ele, a esposa dele, na lei Magnitsky, também não podem mais ir aos Estados Unidos, então agem com mão de ferro e infelizmente o STF, que a grande maioria composta por indicados do PT, seguem a determinação de Alexandre de Moraes Nós nos preocupamos e muito, porque o estado de saúde de Bolsonaro, todos sabem, que devido àquela facada que ele levou, esse estado de saúde dele é altamente debilitado”, opinou.

Antiga aliada de Jair Bolsonaro, a ex-deputada Dayane Pimentel (União), disse que a justiça está sendo feita. “Feliz eu estaria se o Bolsonaro que acreditei lá atrás tivesse dado certo. Eu fui uma das pessoas que mais acreditou e lutou para que o projeto Bolsonaro fosse um projeto promissor. Mas quando percebi que seu único propósito era um projeto de poder familiar, sustentado por alianças com políticos maculados e pela venda do país ao sistema, eu rompi, não aceitei infelizmente grande parte da população estava fanática e cega demais para enxergar isso, mas antes tarde do que nunca. Com o tempo tudo ficou evidente, decisões nocivas, conflitos desnecessários, contradições públicas, uso da fé e da esperança do povo como ferramenta de manipulação e um discurso antissistema ao mesmo tempo que ele se abraçava ao sistema por detrás das câmeras”, disse Pimentel.

Para a ex-deputada a direita terá que se organizar. “Que essa dor sirva de lição para mim, para a direita, para a política, para o Brasil inteiro. Só reconhecendo nossos erros, construiremos um país mais responsável e mais consciente. Que a direita, a qual pertenço, se reorganize em torno do que realmente importa, um projeto de país e de povo, e não de um falso mito”, afirmou.

O deputado federal Zé Neto (PT-BA) destacou que a expectativa é de que seja cumprido o estado de direito, o devido ao processo legal. “Que seja cumprida a lei e que seja defendida de fato a nossa ordem legal, a nossa república, a nossa democracia. Os que estão hoje respondendo com penas pelo 8 de janeiro, que aconteceu em 2023, são aqueles que tentaram atentar contra a democracia, quiseram fechar o Senado, fechar a Câmara, fechar o Judiciário e construir um regime de força. Essa é a pena desses que agora estão condenados e aos poucos, como ele, vão responder pelas penas. Presos ou com outras penas alternativas, como é o caso de grande maioria dos que foram condenados. O que a gente quer é que esse país continue no caminho da democracia, no caminho do pleno Estado de Direito, onde existe lei, onde existe judiciário”, comentou o petista.

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