Vozes da Feira encerra circuito presencial no bairro Tomba com poesia, memória e encontros
Por Hamurabi Dias | 25/05/2026 18:56 e atualizado em 25/05/2026
Foto: Divulgação
Resumo da notícia
- O projeto Vozes da Feira – Festival de Literatura Oral encerrou neste domingo (24) o circuito presencial na Praça Macário Barreto, no bairro Tomba, com apresentações de poesia, música, cordel, dança e contação de histórias voltadas à valorização da cultura popular.
- A programação contou com participações do grupo Pipas Literarts, do cordelista Domingos Santeiro, da poeta Luma Luz, da narradora Daniela Landin e do coletivo Batalha do Portal, reunindo moradores e frequentadores da feira em momentos de emoção e interação cultural.
- Mesmo após o fim das atividades presenciais, o festival segue com ações online, incluindo o concurso cultural “Minha história com a Feira”, com premiações de até R$ 1 mil, além de palestras virtuais sobre contação de histórias e narrativas digitais. O projeto foi viabilizado pela Política Nacional Aldir Blanc, com apoio da Secretaria de Cultura da Bahia e da Secretaria Municipal de Agricultura.
Depois de passar pelo Centro de Abastecimento e pela feirinha da Estação Nova, o Vozes da Feira – Festival de Literatura Oral chegou à Praça Macário Barreto, no bairro Tomba, neste domingo (24), encerrando o circuito presencial do projeto com uma manhã marcada por poesia, música, narrativas e encontros emocionantes entre artistas e o público das feiras livres de Feira de Santana.
Ao longo da manhã, quem circulava pela praça foi surpreendido por apresentações culturais que transformaram o espaço em um palco aberto de escuta, afeto e valorização da cultura popular. Participaram da programação o grupo Pipas Literarts, que interagiu com o público passante; o cordelista Domingos Santeiro; a jovem poeta, atriz e influenciadora baiana Luma Luz, com participação especial da cordelista Ester Fonseca, do Quilombo Candeal II, e do dançarino Renir Matias; além da narradora Daniela Landin e do coletivo Batalha do Portal.
“Falar sobre cultura e arte é importante, porque cultura e arte são direito de todos”, afirmou Felipe Lisonjeado, integrante do Pipas. Já Daniela Landin, ao agradecer a presença de todos, declarou que “só faz sentido contar histórias com outras pessoas para ouví-las”.
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Houve quem dançasse, cantasse e brincasse com os artistas. E houve ainda quem marejasse os olhos de emoção. Foi o caso do decorador de estofados Paulo Roberto, morador de Salvador e frequentador da feira do Tomba, que ficou encantado com a performance de Luma Luz. “Me emocionei com Luma, pela palavra certa, direta e sincera. Veio uma voz de uma menina jovem que eu não esperava. Essa menina precisa estar nos palcos do Brasil”, afirmou.
Moradora do bairro Tomba, a terapeuta Miralva Alexandre contou que saía da missa na Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, localizada na praça, quando ouviu as apresentações e convidada pelo marido decidiu parar para assistir. “Essa iniciativa é de uma grandeza imensurável, porque a cultura alimenta. A cultura liberta. É uma terapia para o emocional, para o mental e para o espiritual”, disse.
Já o aposentado Anderson da Silva Torres ressaltou a importância da ocupação cultural da praça. “Acho interessante recuperar a época do passado, conhecer o presente e trazer de volta essa vivência para a Praça do Tomba”, comentou.
Idealizador do projeto e produtor cultural da Argonautas, Gustavo Erick celebrou o encerramento das ações presenciais. “O sentimento é de felicidade, de dever cumprido. Foram três finais de semana em três feiras da cidade, com públicos diferentes e muitas transformações. Esperamos realizar outros festivais como esse”, afirmou.
Apoio
O projeto foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura na Bahia, realizados com recursos do Governo Federal, repassados pelo Ministério da Cultura, e executados pelo Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado. O festival também conta com apoio da Secretaria Municipal de Agricultura.
Ações online seguem
Mesmo com o encerramento das ações presenciais, o Vozes da Feira segue com programação online. O festival realiza o concurso cultural digital “Minha história com a Feira”, que vai premiar vídeos autorais com relatos, resenhas e experiências ligadas às feiras livres. Os vídeos selecionados estão sendo publicados no Instagram oficial do projeto, @festivalvozesdafeira, e os mais curtidos receberão premiações em dinheiro via PIX de até R$ 1000,00.
Além disso, o projeto promoverá, no início de junho, duas palestras online abertas ao público: “Contação de histórias e micro dramas”, com Carollini Assis, e “Narrativas Digitais”, com Bruno Bitencourt. As informações sobre inscrições, regulamento do concurso e demais atividades estão disponíveis no perfil oficial do festival no Instagram: @festivalvozesdafeira.
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