Cesta básica em Feira de Santana ficou mais barata em maio de 2025, aponta estudo
Por Hamurabi Dias | 14/06/2025 13:17 e atualizado em 14/06/2025
Foto: ASSECOM/RN
Resumo da notícia
- Em maio de 2025, o valor da cesta básica em Feira de Santana foi de R$ 577,98, com queda de 0,32% em relação a abril. Apesar disso, houve alta acumulada de 3,96% no último trimestre e de 0,83% nos últimos 12 meses, impulsionada principalmente pelos aumentos na banana, café, farinha e carne.
- Os principais aumentos foram da banana (4,67%), café (4,47%) e carne (3,3%) — esta última influenciada pelas exportações, sobretudo para a China. As maiores quedas ocorreram no tomate (-12,16%) e no arroz (-10%), devido à maior oferta e menor demanda.
- A cesta básica consumiu 41,16% do salário mínimo líquido, exigindo 90h33min de trabalho para sua aquisição. Café da manhã e almoço juntos representaram cerca de 72% do custo total da cesta, com destaque de peso para carne, pão, tomate e banana-prata.
O valor da cesta básica, definida pelo Decreto-Lei Nº 399, de 30 de abril de 1938, que estabelece 12 produtos alimentares (arroz, feijão, farinha, carne, tomate, banana, óleo, café, leite, açúcar, pão e manteiga) e suas respectivas quantidades, passou a custar R$ 577,98 no mês de maio de 2025, em Feira de Santana. Este valor representou queda de 0,32% em comparação com o mês de abril, segundo o estudo ‘Custo da cesta básica e indicadores socioeconômicos’, do curso de Ciências Econômicas, da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS).
Dos doze produtos que compõem a cesta, sete sofreram aumento em seus preços médios. Os produtos que registraram as maiores elevações foram a banana (4,67%) e o café (4,47%). Os alimentos que tiveram as maiores reduções em seus preços médios foram o tomate (-12,16%) e o arroz (-10%).

No mês de maio o tomate foi o produto com a maior redução, tal resultado deve-se a maior oferta devido à safra de inverno. O tomate é um dos produtos da cesta básica que mais sofre com as variações sazonais. O arroz também sofreu queda de preço no mês de maio, a maior oferta do grão e a demanda menor levaram à redução do preço no varejo.
Com relação às altas, o café moído permanece com preços em ascensão, apresentou no mês de maio uma variação de 4,47%, a permanência do preço mais elevado do café, ainda se justifica pela redução da oferta mundial.
Outro produto que merece destaque pelo aumento do preço, é a carne, que subiu 3,3%, e a consequência desse aumento foram as exportações, principalmente para a China, que somente este ano já adquiriu cerca de 40% do total da carne exportada pelo Brasil. Isto contribuiu para a diminuição da oferta do produto no mercado interno brasileiro e pressionou os preços para cima.
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Com relação as variações dos preços da cesta básica em Feira de Santana no último trimestre (março/abril/maio) e nos últimos 12 meses (maio de 2024 a maio de 2025), observa-se elevação do preço da cesta básica tanto no curto prazo (3,96%), quanto no longo prazo (0,83%).

Ainda houve redução do preço de seis produtos no último trimestre (arroz, açúcar, óleo de soja, tomate, feijão e manteiga), porém as elevações dos outros elementos sobrepuseram as diminuições dos preços, gerando aumento total de 3,96%. Os produtos que mais contribuíram para essa elevação nos últimos três meses foram a banana-prata, o café moído e a farinha de mandioca.
Ao se averiguar os últimos 12 meses, ou seja, de maio de 2024 a maio de 2025, os preços da cesta básica aumentaram 0,83%. Nesse período, os produtos com as maiores reduções foram o tomate, o arroz, e o feijão. E as maiores altas foram observadas para o café, o óleo de soja e a carne.
Sobre a trajetória evolutiva dos preços da cesta básica nos últimos 12 meses, o estudo mostra movimentos de diminuição dos preços, indo de maio a setembro de 2024, e um de elevação compreendendo o período de setembro de 2024 até abril de 2025.

Houve uma pequena mudança no comportamento dos preços em 2024, comparado com 2025. A antecipação da elevação dos preços em um mês, antes era outubro e 2024 a trajetória de elevação foi iniciada em setembro e o pico ocorria em abril, mas em 2025, este pico ocorreu em maio.
Ao analisar o percentual de gasto de cada alimento no preço da cesta, ou seja, a participação percentual de cada alimento (preço médio multiplicado pela quantidade estabelecida de cada produto na cesta) no preço total da cesta, observa-se que os produtos que mais pesaram na composição do preço da cesta básica foram a carne, o pão, o tomate e a banana-prata e os produtos que menos pesaram na cesta foram o arroz, o açúcar e o óleo de soja.

Os gastos com as despesas do café da manhã (pão, manteiga, café, leite e açúcar) totalizaram 36,38% do preço da cesta e a participação relativa do almoço (arroz, feijão, farinha e carne) foi de 35,56% do preço da cesta. Essas duas grandes refeições representaram 71,94 % do preço da cesta, sendo que o feirense gastou, em média, R$ 210,26 (1,50% a mais que em abril) com o café da manhã e gastou R$ 205,52 com o almoço (1,47% a mais que em abril).
O preço da cesta básica ocupou 41,16% do salário mínimo líquido (salário mínimo descontada a contribuição previdenciária de 7,50%), 0,13 pontos percentuais superior ao observado em abril, exigindo que o trabalhador feirense trabalhasse 90 horas e 33 minutos para adquirir a cesta básica, resultando em 17 minutos a menos de trabalho para comprá-la.

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