Documentário ‘Feiraguay’ terá exibição em Feira de Santana dia 4 de setembro
Cultura

Documentário ‘Feiraguay’ terá exibição em Feira de Santana dia 4 de setembro

Documentário ‘Feiraguay’ terá exibição em Feira de Santana dia 4 de setembro Foto: Divulgação

Resumo da notícia

  • Feiraguay, primeiro longa de Francisco Gabriel Rêgo (UNIVASF e CUAL), terá estreia para convidados em 4 de setembro de 2025, no Teatro da CDL; a produção foi contemplada pelo Edital Paulo Gustavo Bahia.
  • Com 67 minutos, o filme retrata o Feiraguay como espaço de resistência, cultura e identidade de Feira de Santana, reunindo depoimentos de fotógrafos, pesquisadores, lojistas, migrantes e artistas que participaram da sua trajetória.
  • A obra dialoga com o cinema baiano, resgatando imagens de Olney São Paulo e contando com a participação de sua família, além do CUAL, reafirmando o Feiraguay como símbolo cultural e possível patrimônio da cidade.

O documentário Feiraguay é o primeiro longa-metragem dirigido pelo professor e cineasta Francisco Gabriel Rêgo, docente da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF) e integrante do CUAL – Coletivo Urgente de Audiovisual.

A primeira exibição do documentário para convidados acontecerá no dia 4 de setembro de 2025, às 19h, no Teatro da CDL, reunindo a equipe, participantes e parceiros do projeto.

A produção foi contemplada pelo Edital Paulo Gustavo Bahia/Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, reafirmando a importância das políticas públicas de fomento para a realização audiovisual no estado.

Com 67 minutos de duração, o filme mergulha no universo do Feiraguay, um dos espaços mais emblemáticos de Feira de Santana. O documentário acompanha trabalhadores, comerciantes, migrantes, artistas e intelectuais que ajudaram a construir um território de resistência e reinvenção, à margem dos mapas oficiais, mas profundamente ligado à história e à identidade da cidade. Mais do que comércio, o Feiraguay aparece como símbolo de encontro, de troca e de continuidade da vocação comercial que marca Feira de Santana desde sua fundação.

Foto: Hamurabi Dias

“Esse filme surge dentro de uma vontade minha de entender o que é Feira de Santana para mim inicialmente. Eu sou uma pessoa que, nascido aqui em Feira de Santana, criado aqui próximo do Campo do Fumo, na Queimadinha, entre Kalilândia e Campo do Fumo. Eu cresci muito com o Feiraguay, onde o Feiraguay ainda era ali perto do Mercado de Arte”, disse o cineasta em entrevista ao programa Transnotícias, da rádio TransBrasil FM em Feira de Santana.

Entre os depoimentos, estão presentes figuras como o fotógrafo Nei Rios, que contribui com sua memória visual da cidade, além de pesquisadores como Clovis Ramaiana (UEFS) e Bernadete Soares, que analisam a feira como espaço social, cultural e político.

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O filme traz ainda relatos de personagens que viveram a trajetória do Feiraguay desde sua origem, como lojistas, vendedores que viajavam ao Paraguai, migrantes e representantes da associação que lutou pela consolidação do espaço.

O longa dialoga com a tradição do cinema baiano, utilizando imagens do clássico Como Nasce uma Cidade, de Olney São Paulo, criando um elo entre o passado de Feira, seu presente e os futuros possíveis da cidade.

A presença de Yves São Paulo (sobrinho de Olney) na equipe, ao lado de Ramon Coutinho, Marcus Curvelo, Danilo Umbelino e Luisa Maciel, reforça o caráter coletivo da realização e a parceria histórica do CUAL – Coletivo Urgente de Audiovisual, que há mais de 15 anos atua no audiovisual baiano.

Feiraguay é, antes de tudo, um filme sobre encontros. Encontros de pessoas, de histórias, de gerações e de olhares que transformaram não apenas o espaço físico da feira, mas a própria forma de Feira de Santana se compreender. “Eu acho que o Feiraguay é esse grande símbolo de Feira de Santana. Ele é um patrimônio. Ele ainda não é oficialmente um patrimônio de Feira de Santana. Mas está uma luta também para se criar um patrimônio. E eu acho que esse filme convoca a gente a pensar também o Feiraguay além do comércio, mas como espaço de cultura. Um espaço onde as pessoas podem se encontrar, espaço de aproximação, que é feira”, comentou Francisco Gabriel Rêgo.

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