Pastor Silas Malafaia é alvo de busca e apreensão autorizada pelo STF
Por Yasmin Mota | 21/08/2025 10:30 e atualizado em 21/08/2025
Foto: Divulgação
Resumo da notícia
- O ministro Alexandre de Moraes (STF) determinou operação contra o pastor Silas Malafaia, com apreensão de celular no Aeroporto do Galeão e restrições como entrega de passaporte e proibição de deixar o país.
- Polícia Federal identificou diálogos entre Malafaia e Jair Bolsonaro a partir de julho, apontando atuação do pastor como orientador das ações de coação atribuídas ao ex-presidente e a Eduardo Bolsonaro.
- Moraes cita fortes indícios de que Malafaia teria participado de forma consciente e coordenada em estratégias de intimidação contra ministros do STF e na difusão de narrativas falsas para favorecer o grupo investigado.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (20) a realização de busca e apreensão contra o pastor Silas Malafaia, um dos apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro.

De acordo com a Polícia Federal (PF), a medida foi cumprida no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. O pastor teve o celular apreendido.
Na decisão, o ministro cita que, segundo a Procuradoria-Geral da República, o pastor teria agido como “orientador e auxiliar das ações de coação” promovidas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
Pela decisão de Moraes, Malafaia está proibido de se ausentar do país e teve o cancelamento de passaportes. Ele deve entregar esses documentos em 24 horas.
O pastor ainda está impedido de se comunicar com os demais investigados nas ações penais relacionadas à suposta tentativa de golpe de Estado.
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Conforme foi registrado na decisão, a Polícia Federal identificou diálogos entre Jair Bolsonaro e Silas Malafaia a partir do dia 9 de julho deste ano. Essa foi a data do anúncio da imposição de tarifas ao Brasil pelos Estados Unidos.
Segundo a decisão, as investigações demonstraram “fortes indícios de participação de Silas Malafaia na empreitada criminosa, de maneira dolosa e com unidade de desígnios” para o ex-presidente e o deputado federal.
A análise do material identificou que Silas Malafaia vem atuando “de forma livre e consciente, em liame subjetivo com os demais investigados, na definição de estratégias de coação e difusão de narrativas inverídicas, bem como no direcionamento de ações coordenadas”.
Segundo os argumentos, essas ações visam coagir “os membros da cúpula do Poder Judiciário, de modo a impedir que eventuais ações jurisdicionais proferidas no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF) possam contrapor os interesses ilícitos do grupo criminoso”.
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