Operação policial supera 20 prisões e desarticula organização criminosa com atuação na Bahia; dois suspeitos morreram
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Operação policial supera 20 prisões e desarticula organização criminosa com atuação na Bahia; dois suspeitos morreram

Operação policial supera 20 prisões e desarticula organização criminosa com atuação na Bahia; dois suspeitos morreram Foto: Divulgação/Ascom/PCBA

Resumo da notícia

  • A Operação Gênesis já alcançou 23 investigados e busca desarticular uma organização criminosa envolvida com homicídios, tráfico de drogas e outros crimes violentos em Salvador e com ramificações em outros estados.
  • Nesta terça-feira (16), a Polícia Civil cumpriu mais um mandado de prisão em Salvador contra um homem apontado como integrante do núcleo operacional, financeiro e armado da facção.
  • A ofensiva é resultado de dois anos de investigação, mobilizou mais de 300 policiais e, até o momento, resultou em 23 alvos alcançados, com dois investigados mortos em confronto durante o cumprimento de mandados.

A Polícia Civil da Bahia cumpriu, nesta terça-feira (16), mais um mandado de prisão preventiva no âmbito da Operação Gênesis, elevando para 23 o número de investigados alcançados pela ofensiva policial. O alvo, um homem de 32 anos, foi localizado em uma maternidade no bairro do Pau Miúdo, em Salvador.

De acordo com as investigações, o suspeito ocupava posição estratégica na estrutura da organização criminosa, atuando em múltiplas frentes, desde a logística do tráfico de drogas até a participação em ações violentas promovidas pelo grupo.

Os elementos reunidos ao longo das apurações apontam que ele era um dos responsáveis por coordenar a distribuição de entorpecentes, controlar a logística de abastecimento e gerenciar o acesso a locais utilizados para armazenamento de drogas. As investigações também indicam que exercia funções de comando sobre integrantes subordinados, autorizando liberações de entorpecentes e repassando orientações operacionais aos demais membros da organização.

Imagens por Divulgação/Ascom/PCBA

Além da atuação operacional, o investigado integrava o núcleo financeiro do grupo criminoso. Conforme apurado, era encarregado de recolher valores provenientes do tráfico de drogas e repassá-los a integrantes de escalões superiores da organização. Também realizava cobranças de dívidas relacionadas ao comércio de entorpecentes e recebia regularmente transferências bancárias oriundas das vendas realizadas por traficantes vinculados ao grupo.

As investigações apontam ainda que o homem integrava o chamado braço armado da organização criminosa, participando de ataques contra grupos rivais e de ações destinadas à expansão territorial da facção criminosa.

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A Operação Gênesis foi deflagrada pela Polícia Civil da Bahia após dois anos de investigação conduzida pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), por meio da Coordenação de Operações e Inteligência (COI).

Imagens por Divulgação/Ascom/PCBA

A ofensiva teve como objetivo desarticular uma organização criminosa investigada por envolvimento em pelo menos 15 homicídios registrados entre os anos de 2025 e 2026, além da prática de tráfico de drogas e outros crimes violentos na região de Águas Claras, em Salvador, com ramificações nos estados do Rio de Janeiro e Santa Catarina.

Com a nova prisão, a operação alcança 23 investigados identificados ao longo das apurações. As investigações prosseguem com a análise dos materiais apreendidos e o aprofundamento da responsabilização criminal dos integrantes da organização criminosa. Entre os investigados com ordens judiciais, dois resistiram às abordagens policiais e morreram em confronto. Cinco mandados foram cumpridos contra investigados que já se encontravam custodiados no sistema prisional, sendo três na Bahia e dois em Santa Catarina.

Alvos estratégicos

Entre os alvos de maior relevância estava Rodrigo Ventura dos Santos, de 32 anos, investigado por atuar diretamente no tráfico de drogas, na execução de rivais e na coordenação de ações criminosas. De acordo com as apurações, ele ocupava posição de confiança dentro da estrutura criminosa, participando da seleção de novos integrantes, da organização de ataques contra grupos rivais e da gestão do aparato bélico utilizado pela organização. Rodrigo morreu após confronto com equipes policiais durante o cumprimento do mandado judicial em Santa Catarina.

Outro investigado preso em Salvador foi um homem de 54 anos apontado como armeiro da organização criminosa. As apurações indicam que ele era responsável pela fabricação, adaptação e manutenção dos armamentos utilizados pelos integrantes. Em diligências anteriores, armas, peças e equipamentos relacionados à atividade já haviam sido apreendidos em sua residência.

Imagens por Divulgação/Ascom/PCBA

Também foi preso um produtor cultural de 53 anos, investigado por promover eventos e festas do tipo paredão na região de Águas Claras. Conforme as apurações, ele utilizava esses eventos para repassar informações sobre a movimentação das forças de segurança e auxiliar na comunicação entre integrantes da organização criminosa.

A Operação Gênesis é resultado direto do aprofundamento das apurações iniciadas após a Operação Saigon, deflagrada em 2023 contra o mesmo grupo criminoso. A ofensiva mobilizou mais de 300 policiais e 80 equipes, configurando uma das maiores operações coordenadas pelo DHPP nos últimos anos.

A ação contou com o apoio dos Departamentos de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DRACO), de Polícia Metropolitana (DEPOM), de Inteligência Policial (DIP), de Polícia do Interior (DEPIN), Especializado de Investigações Criminais (DEIC), de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (DENARC) e de Proteção à Mulher, Cidadania e Pessoas Vulneráveis (DPMCV), além da Coordenação de Polícia Interestadual (POLINTER), da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (CORE), da Superintendência de Inteligência da SSP/BA e das Polícias Civis dos estados do Rio de Janeiro e Santa Catarina.

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